vive em mim dor que me assalta
tua voz que mora em mim,
com a saudade em ferida,
como em ave perseguida,
por desprezo teu sem fim.
Já não canto como dantes,
vão meus versos soluçantes,
presos na dor que há em mim,
levo a noite por guarida,
nesta sombra tão sentida,
sem teu amor, estou no fim.
Sei teu silêncio de cor,
trago no peito essa dor,
que não me deixa dormir,
e quando a noite é mais fria,
procuro tua alegria,
sem nunca te descobrir.
Ainda guardo o teu olhar,
como quem espera encontrar
um pouco do que perdeu,
mas a distância é ferida,
que vai sangrando na vida,
desde o dia em que nasceu.
Se um dia voltares a mim,
talvez renasça o jardim,
que a saudade fez morrer,
mas se não voltares mais,
ficam sonhos imortais,
que eu não soube esquecer.
Fado Pedro Rodrigues- Sextilhas
1 comentário:
Londissimos
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