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quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Como sinto a tua falta, vive em mim dor que ressalta, tua voz que mora em mim, com a saudade ferida, como ave perseguida, por desprezo teu, enfim. Já não canto como dantes, vão meus versos soluçantes, presos na dor que há em mim, levo a noite por guarida, nesta sombra tão sentida, sem teu amor, sou só fim. Sei teu silêncio de cor, trago no peito essa dor, que não me deixa dormir, e quando a noite é mais fria, procuro tua alegria, sem nunca te descobrir. Ainda guardo o teu olhar, como quem espera encontrar um pouco do que perdeu, mas a distância é ferida, que vai sangrando na vida, desde o dia em que nasceu. Se um dia voltares a mim, talvez renasça o jardim, que a saudade fez morrer, mas se não voltares mais, ficam sonhos imortais, que não soube esquecer.