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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

*Cada estrofe é despedida.

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Dorme a dor dentro de mim,
Perde o peito, a paz enfim.
Põe a alma em desencanto;
Perde o eco, a minha voz.
Sem canto que fale em nós,
Fica a vida mudo pranto.

Na noite que não termina,
Meu fado não se ilumina;
Cada nota é meu degredo.
Se o tempo não apagou,
Cada lágrima que ficou;
Nesta dor traz meu segredo

Morre a luz no meu olhar,
Nada fico a recordar.
Cada nota é minha vida,
Fica só o meu enredo.
O fado leva meu segredo.
Cada estrofe é despedida.


Marceneiro-Fado cravo
 

*Quando eu for à tua terra

Quando eu for à tua terra
levo as saudades comigo,
foram tantas e  sofridas,
deixá-las eu não consigo.

Quando eu for à tua terra
levo as saudades comigo,

Quero matá-las contigo,
ver os teus olhos nos meus,
roubá-los com os meus beijos,
para não serem só teus.

Quero matá-las contigo,
ver os teus olhos nos meus,


Eu não quero mais lonjura
do brilho do teu olhar,
mais saudades não desejo,
matei-as… quero ficar.

Eu não quero mais lonjura
do brilho do teu olhar,