Max o grande fadista menos conhecido entre nós por essa faceta, volta aqui de novo, com o seu estilo inconfundível, nunca deixarei de o lembrar considerando um dos maiores nomes do fado de sempre
Letra é de Domingos Gonçalves Costa e música do próprio Max.
Foge de mim
sinceramente te peço,
esquece tu
que eu também esqueço,
o nosso amor infeliz
Foge de mim
porque jamais compreendes,
que eu não sou
quem tu pretendes
e assim não serás feliz
Foge de mim
porque ao sofrer teu penar,
a isto chamas amar,
e eu não quero amar assim.
E se algum dia,
te encontrares
sem um carinho,
qual errante
num caminho,
agreste e triste sem fim
Volta aos meus braços,
aos meus afectos leais,
e verás que nunca mais,
nunca mais foges de mim
Foge de mim,
se a tua sorte voltar,
é trocares nossa amizade,
por outro afecto qualquer.
Foge de mim,
porque a saudade é só minha,
e se és mais feliz sozinha,
e só te vejas mulher
Foge de mim,
para onde eu nunca te veja,
foge que Deus te proteja,
e ao meu desgosto ter fim
Volta aos meus braços,
aos meus afectos leiais,
e verás que nunca mais,
nunca mais foges de mim.
Este blogue é o local onde guardo os meus poemas para serem cantados e também uma homenagem a todos os que amam o FADO.
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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Noite
Jaime Dias é um veterano do fado, um nome respeitado pela sua vasta experiência e qualidade vocal.
Este fado tem letra de Vasco de Lima Couto e música de Max
Sou da noite um filho noite
Trago rugas nos meus dedos
De contarem os segredos
Nas altas fontes do amor
E canto porque é preciso
Raiar a dor que me impele
E gravar na minha pele
As fontes da minha dor
Noite companheira dos meus gritos
Rio de sonhos aflitos
Das aves que abandonei
Noite céu dos meus casos perdidos
Vêm de longe os sentidos
Nas canções que eu entreguei
Oh minha mãe de arvoredos
Que penteias a saudade
Com que vi a humanidade
A minha voz soluçar
Dei-te um corpo de segredos
Onde risquei minha mágoa
E onde bebi essa água
Que se prendia no ar
Noite companheira dos meus gritos
Rio de sonhos aflitos
Das aves que abandonei
Noite céu dos meus casos perdidos
Vêm de longe os sentidos
Nas canções que eu entreguei
Este fado tem letra de Vasco de Lima Couto e música de Max
Sou da noite um filho noite
Trago rugas nos meus dedos
De contarem os segredos
Nas altas fontes do amor
E canto porque é preciso
Raiar a dor que me impele
E gravar na minha pele
As fontes da minha dor
Noite companheira dos meus gritos
Rio de sonhos aflitos
Das aves que abandonei
Noite céu dos meus casos perdidos
Vêm de longe os sentidos
Nas canções que eu entreguei
Oh minha mãe de arvoredos
Que penteias a saudade
Com que vi a humanidade
A minha voz soluçar
Dei-te um corpo de segredos
Onde risquei minha mágoa
E onde bebi essa água
Que se prendia no ar
Noite companheira dos meus gritos
Rio de sonhos aflitos
Das aves que abandonei
Noite céu dos meus casos perdidos
Vêm de longe os sentidos
Nas canções que eu entreguei
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Já me deixou
O fado na voz de Max, um dos grandes nomes de sempre tem um sabor especial, adocicado com o sotaque madeirense.
Neste fado canta uma letra de Artur Ribeiro, para uma música de sua autoria
Este fado foi reeditado peal Emi-Valentim de Carvalho em 2004 sob o título genérico de Max(biografias do Fado)
A saudade andou comigo
E através do som da minha voz
No seu fado mais antigo
Fez mil versos a falar de nós.
Troçou de mim á vontade,
Sem ouvir sequer os meu lamentos,
E por capricho ou maldade,
Correu comigo a cidade,
Até há poucos momento.
Ja me deixou foi-se logo embora,
A saudade a quem chamei maldita.
Já nos meus olhos não chora,
Já nos meu sonhos não grita.
Já me deixou foi-se logo embora,
Minha tristeza chegou ao fim,
Já me deixou mesmo agora,
Saíu pela porta fora
Ao ver-te voltar pra mim
Nem sempre a saudade é triste
Nem sempre a saudade é pranto e dor
Se em paga a saudade existe,
A saudade não dói tanto amor,
Mas enquanto tu não vinhas,
Foi tão grande o sofrimento meu,
Pois não sabia que tinhas,
Em paga ás saudades minhas,
Mais saudades do que eu
Neste fado canta uma letra de Artur Ribeiro, para uma música de sua autoria
Este fado foi reeditado peal Emi-Valentim de Carvalho em 2004 sob o título genérico de Max(biografias do Fado)
A saudade andou comigo
E através do som da minha voz
No seu fado mais antigo
Fez mil versos a falar de nós.
Troçou de mim á vontade,
Sem ouvir sequer os meu lamentos,
E por capricho ou maldade,
Correu comigo a cidade,
Até há poucos momento.
Ja me deixou foi-se logo embora,
A saudade a quem chamei maldita.
Já nos meus olhos não chora,
Já nos meu sonhos não grita.
Já me deixou foi-se logo embora,
Minha tristeza chegou ao fim,
Já me deixou mesmo agora,
Saíu pela porta fora
Ao ver-te voltar pra mim
Nem sempre a saudade é triste
Nem sempre a saudade é pranto e dor
Se em paga a saudade existe,
A saudade não dói tanto amor,
Mas enquanto tu não vinhas,
Foi tão grande o sofrimento meu,
Pois não sabia que tinhas,
Em paga ás saudades minhas,
Mais saudades do que eu
sábado, 11 de agosto de 2007
Fiz leilão de mim
Para muita gente será uma surpresa ouvir Max cantar o fado. Para mim foi um dos maiores de sempre.
Esta letra é de Artur Ribeiro (clicar) e a música de Max
Talvez de razão perdida
quis fazer leilão da vida
disse ao leiloeiro
venda ao desbarato
venda o lote inteiro
que de mim estou farto
meus versos que não
são versos
atirei ao chão
dispersos
vou ver se algum dia
o mundo pateta
por analogia
diz que sou poeta
Fiz leilão de mim
e fui por fim apregoado
mas de mau que sou
ninguém gritou
arrematado
fiz leilão de mim
tinhas razão minha almofada
por lances a esmo
provei a mim mesmo
que não valho mais que nada
Também quis vender meu fado
meu modo de ser errado
leiloei ternura
chamaram-me louco
mostrei amargura
e o mundo fez pouco
depois leiloei carinho
e em praça fiquei sozinho
diz me a pouca sorte
que para castigo
até vir a morte
vou ficar comigo
Esta letra é de Artur Ribeiro (clicar) e a música de Max
Talvez de razão perdida
quis fazer leilão da vida
disse ao leiloeiro
venda ao desbarato
venda o lote inteiro
que de mim estou farto
meus versos que não
são versos
atirei ao chão
dispersos
vou ver se algum dia
o mundo pateta
por analogia
diz que sou poeta
Fiz leilão de mim
e fui por fim apregoado
mas de mau que sou
ninguém gritou
arrematado
fiz leilão de mim
tinhas razão minha almofada
por lances a esmo
provei a mim mesmo
que não valho mais que nada
Também quis vender meu fado
meu modo de ser errado
leiloei ternura
chamaram-me louco
mostrei amargura
e o mundo fez pouco
depois leiloei carinho
e em praça fiquei sozinho
diz me a pouca sorte
que para castigo
até vir a morte
vou ficar comigo
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