Querendo ver outros blogs meus consultar a Teia dos meus blogs
Mostrar mensagens com a etiqueta f-Ricardo Ribeiro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta f-Ricardo Ribeiro. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 3 de maio de 2016

Pontas soltas

Achei interessante, apenas isso esta dupla




Letra de Maria do Rosário Pedreira música de Joaquim Campos fado do castanheiro

Dizem que já não me queres
Que há outro na tua vida
E que é dele que tu gostas
São as línguas das mulheres
Que vinham lamber-me a ferida
Se me virasses as costas

Se eu não levo isso a peito
Nem olho para a desdita
Como coisa que se veja
Tu tens de perder o jeito
De ser sempre a mais bonita
E despertar tanta inveja

Dizem que já me enganaste
Soprando no meu ouvido
Fados de rara beleza
Não sei se me atraiçoaste
Mas eu senti-me traído
Mesmo sem ter a certeza

Nada disto acontecia
Se desses as tuas voltas
Sempre, sempre, ao meu redor
Tens de perder a mania
De deixar as pontas soltas
Na história do nosso amor


quarta-feira, 28 de outubro de 2015

De loucura em loucura

Trago aqui uma letra de João Dias que Ricardo Ribeiro canta para o fado cravo de Alfredo Marceneiro



Vou de loucura em loucura

Como quem anda á procura
De uma constante ilusão
Velho sonho em que persigo
Uma voz um rosto amigo
Perdido na multidão

Vou de loucura em loucura
Que o próprio vento murmura
Promessas de um bem ausente
Estranha alma é a minha
Que se sente tão sozinha
Entre tanta e tanta gente

Vou de loucura em loucura
Como quem anda á procura
De uma alma fugidia
Olhos perdidos nos céus
Eu canto pedindo a Deus
Pra me encontrar qualquer dia






segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Não rias

Ricardo Ribeiro cada ano que passa, cada vez melhor, mais experiente mas a mesma alma fadista o mesmo amor ao fado, que me habituei a ver e a sentir, desde os seus primeiros passos pela mão do saudoso António Ferreira e com o amparo carinhoso e amigo do grande mestre Fernando Maurício 

 Trago aqui um fado com letra de Ivete Pessoa (também ela fadista) para a música do fado Tertúlia de Armando Machado

Não sei porque razão te quero tanto
E é louco por ti, meu coração
Não sei porque razão este meu pranto
Só riso te provoca, sem razão 

Não rias meu amor 
Da minha grande dor 
Não rias por favor do meu sofrer 
Tem cuidado comigo 
Talvez p'ra teu castigo
A sorte á minha porta vá bater

Podes seguir na vida sem cuidado 
E podes fazer juras, a mentir 
Mas olha meu amor, estás enganada 
Que a vida não é só levada a rir






quarta-feira, 6 de junho de 2012

Grande amor

Hélder Moutinho um dos irmãos Moutinho, uma família de homens do fado, acumula com poemas de grande qualidade, que já aqui trouxe, relembrando um que gosto particularmente A balada do sol errada. Desta vez é Ricardo Ribeiro que aqui canta Grande amor para o fado zeca de Amadeu Ramin

De Ricardo Ribeiro, pouco posso acrescentar, é só um dos maiores interpretes do nosso fado e com o seu grande mestre Fernando Maurício, aprendeu e tenho a certeza vai guardar em toda a sua vida a enorme modéstia de se considerar sempre a aprender e a amar o seu público e nunca perder de vista a dicção e a respeitar a pontuação de cada poema, para que apareça "limpo e claro" aos ouvidos de quem o ouve.

Hoje domina por completo a sua potente voz, sabendo que cantar o fado não é gritar, o melhor fadista não é o que rebenta os tímpanos de quem o ouve, mas aquele que sabe tocar na nossa alma e para isso acontecer têm que empenhar a sua

Vem ver o sol nascer, no meu olhar,
Com raios de ilusão, no meu presente,
E deixa o teu passado, naufragar,
No mar do meu futuro, eternamente

Apaga do meu triste, pensamento
As minhas noites frias, sem te ver
E traz-me a primavera, em vez do vento
Que vou voltar á vida, p'ra viver

Há quanto tempo fomos, tão amantes
P'ra inundar o sonho, destruído
Vivemos nossas vidas, tão distantes
Que o nosso amor viveu, quase perdido

Mas já não há mais tempo, p'ra chorar
E ambos somos livres, novamente
É hora de voltarmos, a cantar
O nosso grande amor, a toda a gente



segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A Lucinda camareira

Este fado é um clássico, criado por Fernando Maurício. mas que é muitas vezes cantado ao despique no fado bailarico de Alfredo Marceneiro. Quantas vezes o ouvi cantar, com este dois que aqui o interpretam ou ainda em quarteto com o Ricardo Ribeiro ou o Vitor Miranda, todos e o mestre que com a sua modéstia sempre os acarinhou, Muita saudade desse tempo

Fica aqui esta letra de Henrique Rego, nas vozes de Pedro Galveias e Diogo Rocha (por ordem de entrada em cena para quem não reconheça as suas vozes)


A Lucinda camareira
Era a moça mais ladina
Mais formosa, mais brejeira
Do café da Marcelina

De maneira graciosa / Sobre um lindo penteado
Trazia sempre uma rosa / Cor de rosa avermelhado
Eu vivi enfeitiçado / Por aquela feiticeira
Que airosamente ligeira / Servia de mesa em mesa
Tinha feições de princesa / A Lucinda camareira

Primando pela brancura / O seu avental de folhos
Realçava-lhe a negrura / Encantadora dos olhos;
Nem desgostos nem abrolhos / Sofrera desde menina
Que apesar de libertina / Orgulhosa e perturbante;
No velho café cantante / Era a moça mais ladina

Os marialvas em tipóias / Iam da baixa num salto
Ver a mais linda das jóias / Aos cafés do Bairro Alto;
A camareira que exalta / De tão singular maneira
Era amada pela cegueira / Que a palavra amor requer
Para mim era a mulher / Mais formosa e mais brejeira

Certa noite de fim d’ano / Em que certo cantador
Cantava ao som do piano / Cantigas feitas de amor
Um cigano alquilador / De têz bronzeada e fina
Por afortunada sina / A Lucinda conquistou
E para sempre a levou / Do café da Marcelina

A letra foi retirada do blog Fados do fado



en um filme que retirei da net o mesmo fado cantado por Pedro Galveias e Ricardo Ribeiro

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Quero tanto aos olhos teus

Ricardo Ribeiro lançou recentemente um novo CD chamado Porta do coração, que recomendo vivamente seja escutado e comprado, porque vale a pena. Este que aqui trago é bem mais antigo mas na mesma estupendo, porque o Ricardo não sabe cantar mal

A letra é de Manuel de Almeida a música do Fado Lopes da autoria de José Lopes

Quero tanto aos olhos teus
Como o céu quer ás estrelas
Adoro essa feições belas
Como um crente adora Deus

Desde a hora em que te vi
Minh’alma anda presa á tua
Como eu ando atrás de ti
Anda o sol atrás da lua

Se um dia o sol se apagar
No infinito dos céus
Quero a luz do teu olhar
E o calor dos lábios teus

Por te querer tanto, afinal
Ando a triste, a perguntar
Como é possível gostar
De quem nos faz tanto mal


quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Ponto final

Julgo que este fado faz parte do seu primeiro CD, onde Ricardo exibe toda a pujança da sua voz, que hoje domina doutra forma.


Letra de David Mourão Ferreira música de Joaquim Campos no Fado tango

Que negra teia d’enganos
Essa mulher me tecia,
E foram uns poucos de anos
D’enganos e desenganos
Sofridos dia após dia

Onde o seu corpo passava
Secavam as coisas puras,
Nem rasto de rosa brava
Nem uma folha ficava
Por cima das sepulturas

Mas esse Inverno acabou
E ressurge a primavera
Agora tudo mudou
Eu sou de novo quem sou
Ela é na mesma quem era


segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Mas porquê de eu ser assim

Trazer de novo aqui um fado cantado pelo Ricardo Ribeiro, é um enorme prazer, deste já hoje grande nome do fado, e de quem todos devemos esperar muito dada a sua estrema juventudo

Este fado tem letra de António Cruz cantado sobre música de fado Maria Rita de Armando Machado


Para ver clicar >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> aqui

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Amor ausente


Falar de Ricardo Ribeiro, é muito fácil basta dizer "Talento" e repeti-li até à exaustão.

Muito jovem ainda mas já um nome importante, que não deixou de se impor, desde que duplo vencedor indiscutível da Grande Noite do Fado, em juniores e em seniores, começou a sua carreira, nessa local de eleição, onde nascem fadistas e outros se reafirmam, o Restaurante "Os Ferreiras" em Lisboa, pela mão do saudoso Fernando Maurício, que muito o apreciava.

Aqui canta uma letra de Autor desconhecido com musica do Fado Solene de Alberto Correia

Já não vejo o sol nascente
é noite dentro de mim
eu vivo de amor ausente
minha noite não tem fim

Tantas noites sem te ver
tantas preces faço a Deus
que me importa assim viver
se não vejo os olhos teus

Neste maldito desejo
de te querer e de gostar
podes crer se não te vejo
não vejo a noite passar

A noite que me enlaça
a tristeza de te querer
enquanto a noite não passa
passar sem ti é morrer