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domingo, 25 de janeiro de 2015

Esta gente

Saudades de ouvir Teresa Tarouca, neste poema da Sophia de Melo Breyner, que não fazendo ideia de quando ela o escreveu, poderia admitir que tinha sido ontem, a música é de Lima Brummon

Esta gente cujo rosto,
as vezes luminoso ,
e outras vezes tosco,
ora me lembra escravos,
ora me lembra reis,


Faz renascer meu gosto,
de luta e de combate,
contra o abutre e a cobra,
o porco e o milhafre,


Pois a gente que tem
o rosto desenhado
por paciência e fome,
é a gente em quem
um país ocupado
escreve o seu nome

E em frente desta gente
ignorada e pisada 
como a pedra do chão
e mais do que a pedra,
humilhada e calcada.

Meu canto se renova
Meu canto se renova
e recomeça a busca,
de um país liberto
de uma vida limpa,
e de um tempo justo,


Esta gente cujo rosto
as vezes luminoso 
e outras vezes tosco,
ora me lembra escravos,
ora me lembra reis.

Faz renascer meu gosto,
de luta e de combate,
contra o abutre e a cobra,
o porco e o milhafre.

Pois a gente que tem
o rosto desenhado,
por paciência e fome,
é a gente em quem,
um país ocupado
escreve o seu nome

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