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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Minha sina





Maria Teresa de Noronha volta aqui para cantar este fado que há pouco me foi sugerido, por alguém que me pediu a letra, cantada sobre a música do Fado Franklim sextilhas também conhecido pelo Fado de Rio Maior


Que sina será a minha 
pra trilhar assim sozinha
nesta vida sem ter fim,
passo os dias a sofrer
e não consigo saber
Se gostas ou não de mim

Se uma estrela se desloca
a ventura que se evoca
pode ser realidade,
quando olho e vejo a lua,
 e minha prece é só uma
a tua felicidade

Deus quer que goste de ti,
 e que tudo o que sofri,
seja a minha grande cruz,
já não desgosto das trevas 
por saber que és tu que levas
tudo o que eu tinha de luz

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Fado Anadia


Não nego a minha condição de fadista conservador, reconhecendo todas as criticas que implicitamente me possam dirigir. Porém insisto em guardar o maior espaço deste cantinho ao fado tradicional, como é o caso deste regresso de Maria Teresa de Noronha cantando o fado Anadia letra de Marques dos Santos

Eu sei que no céu profundo
Nunca brilhou minha estrela
Sinto que a vida do mundo
Jamais poderei vivê-la

Penso que a vida que vivo
Não passa duma ilusão
Pois não encontro o motivo
Do bater do coração

Creio viver sem ter vida
Viver vida sem alento
Tal como folha caída
Andando ao sabor do vento

Não quero sofrer a sorte
Nesta má sina contida
Prefiro pedir a morte
Que me leva á outra vida


sexta-feira, 4 de julho de 2008

Minha luz

D.Maria Tereza de Noronha, volta ao nosso bocas lindas, cantando este fado com letra de José Mariano, sobre música do fado tradicional de Alberto Simões Costa o Fado 2 tons.

Acrescento as minha dúvidas sobre a autoria que acabo de referir, por deficiência de informação, resultante da falta de cuidado que as editoras têm quando apresentam os seus trabalhos. Agradeço as respectivas correcções nomeadamente no que á música diz respeito que é onde tenho as maiores dúvidas


A saudade é com a luz
que o sol já morto deixou
é presença embora cruz
na alma de quem ficou

Se o apagar dum chama
uma agonia traduz
no coração de quem ama
a saudade é como a luz

Saudade de alguém ausente
ou que esqueceu ou mudou
é como a luz do poente
que o sol já morto deixou

É no céu ainda cor
é o milgare da luz
é no peito ainda amor
a presença embora cruz


Poente é como o que finda
adeus é sol que baixou
mas saudade é luz ainda
na alma de quem ficou



sábado, 16 de fevereiro de 2008

Fado das horas

Voltar a ouvir Maria Teresa de Noronha é sempre um prazer, agora com música de seu marido, canta uma letra dum dos seus poetas preferidos D.António de Bragança



Chorava por te não ver,
por te ver eu choro agora,
mas choro só por querer,
querer ver-te a toda a hora.

Passa o tempo de corrida,
quando falas eu te escuto,
nas horas da nossa vida,
cada hora é um minuto.

Quando estás a ao pé de mim,
sinto-me dona do mundo.
mas o tempo é tão ruim,
tem cada hora um segundo.

Deixa-te de estar a meu lado
e não mais te vás embora
para meu coração coitado
viver na vida uma hora



quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Caminhos sem fim

Ainda não tinha trazido a este meu espaço, uma das vozes fundamentais da história do Fado, Maria Teresa de Noronha, também ela já falecida no dia 4 de Julho de 1993.
De origem aristocrática,(Paraty) veio a tornar-se Condessa de Sabrosa pelo seu casamento com D. José António Barbosa de Guimarães Serôdio, grande admirador do Fado, e guitarrista amador com uma sensibilidade fora do comum. também ele autor de alguns fados que fizeram história e que ela igualmente cantou.

Agora, canta este fado com letra de Maria Rita de Carvalho e musica de Júlio Proença-Fado Proença.

Quantos caminhos cruzados
estrada feitas em bocados
vida que Deus baralhou,
o nosso amor foi mais forte,
e lutando contra a morte,
Deus afinal nos juntou.

Juntámos o nosso amor,
risos desgostos e dor,
sonhamos assim viver,
do sonho à realidade,
só nos separa a saudade,
e o desejo de esquecer.

Foi um minuto somente,
que perdura eternamente,
dentro de ti e de mim,
pode a vida separar-nos,
pode a sorte abandonar-nos,
este amor não terá fim.