Versos desbotados, folhas de outono,
Contam a história dum amor calado,
Ergo palavras soltas e sem dono,
Vivas em peito de amor selado.
Em cada verso revive a paixão,
Poema antigo a pedir por ficar,
Sob luz da lua renasce a canção,
Meu motivo, meu verso e meu lar.
Que o tempo não apague o passado,
Que este poema não tenha mais fim,
Em cada verso, amor não curado,
E no silêncio, ainda vives em mim.
E se a noite se fecha em teu nome,
Ainda em mim teimas em brilhar,
Nem o silêncio jamais te consome,
Pois és verso que insiste em ficar.
Júlio Proença-Fado Esmeraldinha