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quarta-feira, 6 de maio de 2026

Poema eterno


Versos desbotados, folhas de outono,
Contam a história dum amor calado,
Ergo palavras soltas e sem dono,
Vivas em peito de amor selado.

Em cada verso revive a paixão,
Poema antigo a pedir por ficar,
Sob luz da lua renasce a canção,
Meu motivo, meu verso e meu lar.

Que o tempo não apague o passado,
Que este poema não tenha mais fim,
Em cada verso, amor não curado,
E no silêncio, ainda vives em mim.

E se a noite se fecha em teu nome,
Ainda em mim teimas em brilhar,
Nem o silêncio jamais te consome,
Pois és verso que insiste em ficar.

Júlio Proença-Fado Esmeraldinha