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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Mais um dia

Este fado cantado por Pedro Moutinho pertence ao seu disco Um copo de sol apresentado em Abril deste ano onde , canta poetas como Ana Carolina (Passo Lento), Tiago Bettencourt (Vou-te levando em segredo), Pedro Campos (Lisboa tu és assim), Aldina Duarte (Primeira Dança), Rogério Oliveira (Paradoxos do amor), Pedro Tamen (Palavras Minhas), Manuela de Freitas (Sem sentido e Quando Lisboa) e Jorge Rosa (Mais um dia) - estes dois últimos nunca antes cantados pelo fadista.



Uma letra de Jorge Rosa com música do Fado meia-noite de Filipe Pinto

Hoje o dia amanheceu
Tão triste, tão triste
Como sempre aconteceu
Desde o dia em que partiste

Chorou o céu, chorei eu
Chorou tudo quanto existe
Hoje o dia anoiteceu
Tão triste, tão triste

Mais um dia, um dia a mais
Mais um dia sem calor
A juntar á minha dor
A acrescentar aos meus ais

Mais uma jornada fria
Longe dos meus ideais
Longe da minha alegria
Mais um dia mais, um dia a mais

Os meus agradecimentos ao Fados no fado pela letra deste fado


quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Viva vivida

Pela terceira vez trago aqui o saudoso Carlos Barra

Letra de João de Freitas música de Filipe Pinto-meia-noite

Volta atrás vida vivida
Para eu tornar a ver,
Aquela vida perdida,
Que eu nunca soube viver.

Voltar de novo, quem me dera
A tal tempo, que saudade,
Volta sempre a primavera,
Só não volta a mocidade.

O tempo vai-se passando
E a gente vai-se iludindo,
Ora rindo ora chorando,
Ora chorando, ora rindo,

Meu Deus, como o tempo passa
Dizemos de quando em quando,
Afinal o tempo fica,
A gente é que vai passando



sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Apagou-se a chama

Admito perfeitamente que na primeira vez que se ouça, a voz de Manuel Cardoso de Menezes, não soe perfeita. Peço contudo que se entenda que no fado, o castiço e a "alma de cantar" são atributos que se sobrepõem ao perfeito.

Quantas pessoas não disseram o mesmo e reafirmam hoje que Alfredo Marceneiro não tinha voz nenhuma ?.

Deixemos isso, ouçamos Manuel Cardoso de Menezes cantar esta letra de Conde Sobral, sobre música de Filipe Pinto o tradicional Meia-noite



Soprei apagou-se a chama,
disse-te adeus em seguida
quem diz adeus a quem ama,
diz adeus a própria vida.

Foi uma zanga sem jeito
mas não tem reparação,
tu julgavas ter razão,
eu tinha-a dentro do peito.

Com o coração desfeito
mas a alma decidida
num gesto joguei a vida
num amor que te deu fama
soprei apagou-se a chama
disse-te adeus em seguida


Nunca mais soube de ti
nem o procurem saber,
não me quero arrepender
daquilo que decidi.

Mas sei bem ,quanto perdi
na hora da despedida,
sou como folha caida
sou como, fio sem chama,
quem diz adeus a quem ama
diz adeus a própria vida.