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domingo, 26 de setembro de 2010

Poema do nosso amor


Carlos Zel foi um dos fundadores da Academia do Fado e da Guitarra. Nos últimos anos da sua vida, foi o impulsionador e organizador das Quartas de Fado, no Casino do Estoril, por onde passaram muitíssimas vozes de várias gerações.

Nesses concertos também desempenhou o importante papel de divulgador de novos talentos. Deu, de resto, uma importante ajuda nos primeiros passos de fadistas como Camané e Katia Guerreiro.

Em 2000, encheu o Grande Auditório do Centro Cultural de Belém num concerto que marcou definitivamente a sua consagração. Viria a falecer a 14 de Fevereiro de 2002, na sua casa, em Cascais.



Aqui canta na música do fado Acácio de Acácio Gomes uma letra de Hortense Viegas Cesar

De tanto pensar em ti
Desde que te conheci
Chego a não compreender;
Qual a razão ou motivo
Se é por mim próprio que vivo
Se és tu quem me faz viver

E fico então, convencido
Que este afecto desmedido
Passa as normas usuais
Mas corre um dia após dia
E descubro por magia
Que te amo ainda mais

Não tentes compreender
A causa deste meu querer
Para amar não há razão
Só podemos assumir
É inútil discutir
As razões do coração

Talvez que nesta loucura
Se resuma por ventura
Tudo o que não sei dizer
O que sinto é tão maior
Que não cabe, meu amor
Nas palavras que disser

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Prece


Este fado faz parte dum CD recentemrnte lançado onde se registam interpretações de 18 fados onde Carlos Zel a solo ou em duo com fadistas ou músicos, e ainda a introdução de Júlio César, a quem se deve a ideia das "Quartas de Fado", interpreta alguns exitos desses eventos


Esta Prece tem letra de Pedro Homem de Melo e música de Alain Oulman

Talvez que eu morra na praia
Cercado em pérfido banho,
Por toda a espuma da praia
Como um pastor que desmaia
No meio do seu rebanho

Talvez que eu morra dum tiro
Castigo de algum desejo
E que á mercê desse tiro
O meu ultimo suspiro
Seja o meu primeiro beijo

Talvez que eu morra entre grades
No meio duma prisão
E que o mundo, além das grades
Venha esquecer as saudades
Que roem meu coração

Talvez que eu morra no leito
Onde a morte, é natural
As mãos em cruz, sobre o peito
Das mãos de Deus tudo aceito
Mas que eu morra em Portugal