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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Lamento sem abrigo

Uma palavra Jorge Fernando no seu melhor. Como é seu hábito, autor de letra e de música e a presença duma voz maravilhosa, isto chama-se o pleno dum grande artista.

Esta fado está inserido num CD chamado Vidas

Quando a noite promete lançar-me na senda do frío
Quando a chuva se atreve no rosto gelado e cansado
E a névoa da montra reflecte meu olhar vazio
Porque a olho e não vejo senão o rosto do pecado

Quando a calça molhado pela água que o vento me atira
E o corpo reclama a atenção que o pensamento nega
É que eu sinto que às vezes a alma de mim se retira
E suspensa só espera um sinal para a última entrega

Quando o asfalto molhado recusa o descanso breve
E o cansaço me toma nos braços das sombras que assomem
A criança que fui volta a mim, e os sonhos que teve,
São a voz do menino que pede,não queiras ser homem

Quando a angústia gastar o meu tempo e minha coragem
De não querer nem sequer resistir ao caminho traçado,
Não há chuva, nem vento, nem frio que me impeça a viagem
E eu serei apenas a lembrança de um triste pecado

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