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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Disse-te adeus e morri

Gosto de ouvir cantar Gonçalo Salgueiro, embora reconheça que ainda tem caminho para trilhar.

Este fado foi popularizado pela grande Amália e qualquer fadista prescisa de ser arrojado, para cantar fados que ela interpretou. Gonçalo fê-lo imprimindo-lhe o seu estilo muito pessoal e a sua forma de interpretar vinda de dentro.

Realço mais uma vez que as letras de Vasco de Lima Couto, são do melhor que a história do fado tem para contar


Letra de Vasco de Lima Couto música de José António Sabrosa

Disse-te adeus e morri
E o cais vazio de ti
Aceitou novas marés.
Gritos de búzios perdidos,
O varão dos meus sentidos,
A gaivota que tu és.

Gaivota d’asas coradas,
Que não sentes madrugadas
E acorda à noite a chorar.
Gaivota que faz o ninho
Porque perdeu o caminho
Onde aprendeu a sonhar.

Preso no ventre do mar
O meu triste respirar
Sofre a invenção das horas.
Pois, na ausência que deixaste,
Meu amor, como ficaste?
Meu amor, como demora!



Para ver clicar >>>>>>>>>>>>>> aqui

2 comentários:

Carlos Filipe Fernandes disse...

A fadista Cristina Nóbrega tem a sua versão da letra que é a seguinte:
Disse-te adeus e morri
E o cais vazio de ti
Aceitou novas marés.
Gritos de búzios perdidos,
Roubaram dos meus sentidos,
A gaivota que tu és.

Gaivota d’asas coradas,
Que não sentes madrugadas
E acorda à noite a chorar.
Gaivota que não faz ninho
Porque perdeu o caminho
Onde aprendeu a sonhar.

Preso no ventre do mar
O meu triste respirar
Sofre a invenção das horas.
Pois, na ausência que deixaste,
Meu amor, como ficaste?
Meu amor, como demora!

CD n.º14 da colecção "O Fado de José Malhoa"

Carlos Filipe Fernandes disse...

A fadista Cristina Nóbrega tem a sua versão da letra que é a seguinte:
Disse-te adeus e morri
E o cais vazio de ti
Aceitou novas marés.
Gritos de búzios perdidos,
Roubaram dos meus sentidos,
A gaivota que tu és.

Gaivota d’asas coradas,
Que não sentes madrugadas
E acorda à noite a chorar.
Gaivota que não faz ninho
Porque perdeu o caminho
Onde aprendeu a sonhar.

Preso no ventre do mar
O meu triste respirar
Sofre a invenção das horas.
Pois, na ausência que deixaste,
Meu amor, como ficaste?
Meu amor, como demora!

CD n.º14 da colecção "O Fado de José Malhoa"