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segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Versos desbotados, folhas de outono,
Contam a história dum amor calado,
Ergo palavras em castelo sem dono,
Guardo teu nome no peito selado.

Em cada verso revive a paixão,
Poema antigo que insiste em ficar,
Sob a luz da lua renasce a canção,
És meu motivo, meu verso e meu lar.

Que o tempo não apague o passado,
Que este poema não tenha jamais fim,
Em cada verso, amor não curado,
E no silêncio, ainda vives em mim.

E se a noite se fecha em teu nome,
Ainda em mim teimas em brilhar,
Nem o silêncio jamais te consome,
Pois és verso que insiste em ficar.


Júlio Proença-Fado Esmeraldinha

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