Aqui canta uma letra de autor desconhecido para a música do fado puxavante que para além da polémica e até ver continuo a considerar da autoria de Júlio Proença
Quando o lobo desce a serra
na fome que a neve traz
não há nada que resista
à sua fome voraz
Falar-se de honestidade,
é bom para quem muito tem,
mas da serra da verdade
todos são lobos também
É lobo aquele que na gloria
quer um trono requintado
foi lobo aquele que na história
teve um lugar demarcado
Quando a a fome bate à porta,
do honrado cidadão,
não é homem mas é lobo,
se não é lobo é ladrão
Nesta alcateia de lobos,
a que chamam sociedade,
não há lugar para todos,
nem para os que falam verdade.
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