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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Dei-te um nome em minha cama

Beatriz da Conceição nasceu no Porto mas uma vez descoberta em Lisboa para o fado, foi adoptada como sua filha estreando-se na Márcia Condessa.

Muito rigorosa na escolha do seu reportório bem como na sua preocupação interpretativa, faz com que para a Beatriz cantar o fado seja sempre um acto sofrido de amor

Letra de Vasco de Lima Couto para as Quadras de José António Sabrosa

Dei-te um nome em minha cama
Aberta no meu outono
Depois amei-te em silêncio
Que é uma forma de abandono
Dei-te um nome em minha cama
Rasgada em lençóis de sono

Tentei ser tudo o que era
Nas horas da mão parada
Corpo e campo aberto ao vento
Que encaminha a madrugada
Tentei ser a primavera
E cantei meu triste nada

Vi-te ao canto da memória
Por te viver e sonhar
Amor d'amor sem glória
Como um rio ao começar
Que te vai contando a história
Onde eu não posso morar

Dei-te um nome em minha cama
Aberta no meu outono
Depois, amei-te em silêncio
Que é uma forma de abandono
Dei-te um nome em minha cama
Rasgada em lençóis de sono



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