Lembro bem foi em setembro,
quando o amor partiu de ti;
toda a dor de que me lembro,
núvens negras no céu eu vi.
Teus silêncios me falaram,
mais do que a tua partida.
No silêncio me deixaram,
só sem chão, sem outra vida
Mas o tempo que passou,
não calou o que tivemos,
Tudo aquilo que restou,
é o vazio em que vivemos
Tua ausência é uma ferida
que tentei cicatrizar;
mas sem ti não vejo vida,
nem aprendo a não te amar.
Volta sempre, minha querida,
ao canto do nosso amor,
volta sempre, minha vida,
pois sem ti nao há calor
Alberto Correia-Fado Solene