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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

*Bebo amor as minhas lagrimas

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Bebo amor as minhas lagrimas

 Bebo amor, o meu sofrer, 
 feito lagrimas de dor, 
 pla paixao que me envolveu, 
 são tuas, nao são mentidas 
 sao as lágrimas sofridas, 
 que o tempo nao resolveu , 

 Bebo amor, lágrimas tristes , 
 pois da traiçao nao desistes, 
 meu amor traiste querendo , . 
 São amargas, nao perdidas, 
 São marcas das nossas vidas 
 em que acabei perdendo 

 Bebo amor, noites sem fim, 
 Tudo em mim diz que é o fim, 
 perdido em sonhos quebrados. 
 em silêncio, um desatino, 
 me segreda que o destino 
 são os teus passos passados. 

 Bebo amor, bem devagar 
 para o tempo mal passar, 
 porque a saudade é só minha, 
 vivo em dor, e nao reclamo, 
 mesmo sofrendo esse engano, 
 prefiro ficar sozinha  

Alfredo Marceneiro-Fado cravo
 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

*Não me cantes por compaixão

Não cantes por compaixão
se não sentes no coração
os sons da minha voz.
Antes quero que me digas
se ao meu canto já não ligas,
e hoje já não somos  nós

O meu fado não pede pena 
nem se canta fazendo cena 
se  o cantares  sem amor,
pois perde a sua verdade, 
 a alma fica em saudade
perde  todo o seu valor 

Não quero o teu cuidado, 
nem o gesto disfarçado 
que teu peito já não sente. 
mata  a tua compaixão,
e não mintas ao coração,
meu fado dor, está carente,  

Musica do fado cravo de Alfredo Marceneiro  

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

*Dúvidas

Dúvidas

Não sei se o teu olhar me diz verdade,
ou se é miragem breve no deserto.
Não sei se há em teus gestos lealdade,
ou se me engano ao crer-me estar tão perto. 

Será que o teu silêncio é mesmo não,
ou guarda em si um rasto de ternura?
Será que este desejo é todo em vão,
ou nasce dele a força que perdura? 

Por que razão me sinto em ti perdido,
se o coração me pede que te siga?
Por que razão meu riso é já contido,
se o teu olhar se afasta e me castiga?

Se o teu sorriso mente ou me devora,
não sei dizer, só sinto o seu poder.
É luz que guia e sombra que apavora,
doce engano que insiste em me prender.  

Pergunto ao coração se ainda és minha,
responde em tom de dor, sem voz segura.
Talvez a tua ausência já definha,
talvez só  meu amor é que perdura   
escolhi a musica do fado Dimensão de Bruno Chaveiro